Leitura bíblica - dia 92

Êxodo 39
A maior parte deste capítulo é dedicada a detalhar a confecção das vestes litúrgicas. Foi a última parte do trabalho desses artistas preparados por Deus para a construção do Tabernáculo e seus objetos.  Agora, tudo estava pronto.

"Moisés inspecionou a obra e viu que tinham feito tudo como o Senhor tinha ordenado. Então Moisés os abençoou."
(Êxodo 39:43)

Salmos 89
Chegamos agora ao majestoso salmo da Aliança (ou do Pacto) que, de acordo com o arranjo judaico, completa o terceiro livro dos salmos. É o pronunciamento de um crente, na presença de um grande desastre nacional, pleiteando com seu Deus, insistindo no grande argumento das disposições da aliança, e esperando livramento e ajuda, por causa da fidelidade de Jeová.

TÍTULO
Este é muito apropriadamente chamado Maschil, pois é muito instrutivo. Não há tema mais importante para a teologia do que a aliança. Aquele que é ensinado pelo Espírito Santo a ser claro sobre a aliança da graça será um escriba bem instruído nos assuntos do reino; aquele cuja teoria doutrinária é um emaranhado de obras e graça dificilmente será capaz de ser o mestre de recém-nascidos na fé. Poema do ezraíta Etã: talvez a mesma pessoa que Jedutum, músico no reinado de Davi que destacou-se por sua sabedoria nos dias de Salomão e que, provavelmente, tenha sobrevivido até as tribulações do período de Roboão. Se este foi o homem, ele deve ter escrito este salmo na velhice, quando problemas caíam grossos e pesados sobre a dinastia de Davi e a terra de Judá; isso não é de modo algum improvável, e há muita coisa no salmo que parece demonstrar isso.

DIVISÃO
O poeta sacro começa afirmando que crê na fidelidade do Senhor à sua aliança com a casa de Davi e faz sua primeira pausa em Sl 89.4. Ele então louva e engrandece o nome do Senhor por seu poder, justiça e amor, Sl 89.5-14. Isso o leva a cantar a felicidade do povo que tem tal Deus para ser sua glória e defesa, Sl 89.19-37, e então lamentosamente dá voz à sua queixa e petição, Sl 89.38-51, terminando com uma forte bênção e um amém duplo. Possa o Espírito Santo nos abençoar muito a leitura deste preciosíssimo salmo de instrução.
(Charles Spurgeon)

Atos 4
No capítulo anterior vimos uma maravilhosa passagem onde Pedro dá todo o mérito a Jesus Cristo após a cura de um aleijado às portas do Templo. Seu discurso deixou os religiosos muito perturbados porque tanto Pedro como João estavam ensinando o povo e proclamando em Jesus a ressurreição dos mortos. Resultado: os apóstolos passaram a noite na cadeia!  Mas mesmo com toda o ódio dos líderes religiosos, muita gente foi alcançada    pelo Evangelho naquele dia.

"Mas, muitos dos que tinham ouvido a mensagem creram, chegando o número dos homens que creram a perto de cinco mil."
(Atos 4:4)

No dia seguinte, Pedro e João foram levados à presença dos líderes religiosos e submetidos a um interrogatório. Queriam saber com que poder ou em nome de quem foi possível a cura do aleijado. Então Pedro, que se tornara um exímio orador após o batismo com o Espírito Santo, apresentou uma defesa irrefutável, que deixou os religiosos admirados, pois sabiam da origem humilde e sem instrução dos discípulos de Jesus. Pedro e João foram dispensados, pois não havia de quê culpá-los, uma vez que todos viram a cura do homem. 

Após uma reunião, os religiosos chamaram de volta os apóstolos e ordenaram que eles não mais falassem sobre Jesus. Mas Pedro e João responderam:

"Julguem os senhores mesmos se é justo aos olhos de Deus obedecer aos senhores e não a Deus. Pois não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos".
(Atos 4:19-20)

O capítulo ainda destaca a generosidade dos primeiros cristãos, ao relatar que muitos vendiam suas propriedades e levavam o dinheiro aos apóstolos e eles (ao contrário dos "apóstolos" de hoje em dia) compartilhavam todas as coisas.