Leitura bíblica - dia 113

Levítico 19

Pregação

Este capítulo reforça diversas leis.

Salmos 109
Para ser cantado, portanto, e cantado no culto do templo! Mesmo assim não é nada fácil imaginar a nação inteira cantando tais maldições. Nós próprios, mesmo assim, sob a dispensação do evangelho, achamos muito difícil infundir neste salmo um sentido do evangelho, ou um sentido compatível, por pouco que seja, com o espírito cristão; e portanto, imaginaríamos que os judeus teriam achado difícil salmodiar linguagem tão forte sem sentir o espírito de vingança excitado, e o despertar desse espírito não poderia nunca ter sido o objetivo do culto divino em tempo algum - sob a lei ou sob a graça. De início esse título mostra que o salmo tem como sentido que fica bem homens de Deus terem comunhão diante do trono do Altíssimo: mas qual será esse sentido? É uma pergunta de grande dificuldade, e só um espírito muito infantil poderá ser capaz de respondê-la.

Um salmo de Davi. Portanto não é o desvario de um misantropo malévolo, ou as abominações de um espírito vingativo esquentado. Davi não abateria o homem que buscava seu sangue, ele freqüentemente perdoou aqueles que o trataram vergonhosamente; e portanto estas palavras não podem ser lidas em um sentido amargo, vingativo, pois isso seria alheio ao caráter do filho de Jessé. As sentenças imprecatórias diante de nós foram redigidas por alguém que, junto com toda sua coragem em batalha, era um homem de música e de coração terno, e queriam ser dirigidas a Deus na forma de um salmo, e por isso sem a menor possibilidade de desejarem ser mero praguejamento irado.

A não ser que se possa provar que a religião da velha dispensação era completamente dura, morosa e draconiana, e que Davi tinha um espírito mal-intencionado e vingativo, não se pode conceber que este salmo contenha o que um autor ousou chamar de "um ódio incompassivo, uma malignidade refinada e insaciável". A tal sugestão não podemos dar espaço nem por uma hora. Mas que outra opção se tem diante de linguagem tão forte? Na verdade é um dos pontos mais difíceis da Escritura, uma passagem que a alma treme para ler, contudo, sendo um salmo a Deus, e dado por inspiração, não nos compete tecer julgamento a seu respeito, mas apurar o ouvido para o que Deus o Senhor nos diria.

Este salmo se refere a Judas, pois assim Pedro o citou, mas atribuir suas denúncias amargas ao nosso Senhor na hora de seus sofrimentos é mais do que nós ousamos fazer. Estas não são coerentes com o silencioso Cordeiro de Deus, que não abriu sua boca quando levado à matança. Pode parecer muito piedoso pôr tais palavras em sua boca; esperamos que seja nossa piedade que evita de o fazermos.

DIVISÃO
Nos primeiros cinco versículos (Sl 109.1-5), Davi roga humildemente a Deus que ele possa ser livrado de seus inimigos sem remorso e de coração falso. Em Sl 109.6-20, cheio de um fervor profético, que o leva inteiramente além de si mesmo, ele denuncia o juízo sobre seus inimigos, e então, em Sl 109.21-31, ele volta à sua comunhão com Deus em oração e louvor. A parte central do salmo, no qual a dificuldade se encontra, precisa ser vista não como o desejo pessoal do salmista de sangue frio, mas como sua denúncia profética de pessoas tais como ele descreve, e enfaticamente de um especial "filho da perdição" que ele enxerga com olho presciente. Nós todos oraríamos pela conversão de nosso pior inimigo, e Davi teria feito o mesmo, mas vendo os adversários do Senhor, e executores de iniqüidade, como tais, e como incorrigíveis nós não podemos lhes desejar o bem; pelo contrário, desejamos sua derrota e destruição. Os mais ternos corações se afogueiam com indignação quando ouvem falar de barbaridades feitas a mulheres e crianças, de complôs ladinos para arruinar os inocentes, de opressão cruel de órfãos desamparados, e ingratidão gratuita aos bons e mansos. Uma maldição sobre os que cometem atrocidades na Turquia pode não ser menos virtuoso do que uma bênção sobre os justos. Nós desejamos o bem a toda a humanidade, e por essa razão às vezes nos inflamamos de indignação contra os seres desumanos que pisam cada lei que protege nossos semelhantes, e por quem cada ditame da humanidade se torna nulo.
(Charles Spurgeon)

Atos 24
Os judeus acusam Paulo de ser o "lider da seita doa nazarenos" perante o governador Félix. Paulo apresenta sua defesa. Félix, que já conhecia e aparentemente era simpático ao cristianismo (O Caminho, adiou a causa e ordenou ao centurião que mantivesse Paulo sob custódia mas que lhe desse certa liberdade e permitisse total contato com os irmãos na fé.  Frequentemente Félix chamava Paulo para que pregasse a Palavra,  mas na verdade esperava receber algum dinheiro do apóstolo. E assim passaram-se dois anos.  Quando Félix deixou o cargo, manteve Paulo na cadeia, para não queimar o filme com os judeus.