Leitura bíblica - dia 120

Levítico 26
É um capítulo muito semelhante a Deuteronômio 28. Na primeira parte (até o versículo 13) Deus promete bênçãos para os que cumprirem rigorosamente os Seus decretos.
Na segunda parte (de 14 à 46) as maldições para os transgressores da Lei.

Salmos 116
Este salmo é uma continuação do Aleluia Pascoal, portanto, em algum sentido, deve ser interpretado em relação à saída do Egito. Parece ser um canto pessoal no qual uma alma crente, lembrada pela Páscoa de sua própria servidão e livramento, fala disso com gratidão, e louva o Senhor. Podemos conceber o Israelita com um cajado em sua mão cantando, "Retorne ao seu descanso, ó minha alma", enquanto lembra da volta da casa de Jacó à terra de seus pais, e depois bebe do copo na festa usando as palavras de Sl 116.13, "Erguerei o cálice da salvação". O homem piedoso evidentemente se lembra tanto de seu próprio livramento como do de seu povo quando canta na linguagem de Sl 116.16, "Livraste-me das minhas correntes", mas ergue-se em solidariedade a sua nação ao pensar nos pátios da casa do Senhor e na gloriosa cidade, e promete cantar "no seu interior, ó Jerusalém". Amor pessoal nutrido por uma experiência pessoal de redenção é o tema deste salmo, e nele vemos os remidos atendidos quando oram, conscientes de que não pertencem a si mesmos mas foram comprados com um preço, e se unindo com todo o grupo dos resgatados para cantar aleluias a Deus.

Visto que nosso divino Mestre cantou este hino, dificilmente erramos se vemos aqui palavras às quais ele pôde por o seu selo - palavras em certa medida descritivas de sua própria experiência, mas sobre isso não iremos longe, pois em outra parte temos indicado como o salmo foi entendido por aqueles que amam encontrar o seu Senhor em cada linha.
(Charles Spurgeon)

Romanos 3

Pregação de Paul Washer

Para ilustrar a leitura de hoje em Romanos 3, escolhemos um trecho da introdução do emblemático livro "O Verdadeiro Evangelho" de Paul Washer:

Nós temos diante de nós o que, ao longo da história da igreja, muitos eruditos e pregadores (como
Martyn Lloyd-Jones e Charles Spurgeon) disseram ser
“a cidade fortificada do Cristianismo” e “a grande estrela brilhante das Escrituras”. Eu já ouvi homens muito piedosos dizerem que, se eles perdessem a Bíblia inteira e pudessem guardar somente uma passagem, essa seria a que eles guardariam, pois, nesses
versos, encontra-se a verdadeira salvação dos homens, o verdadeiro evangelho de Jesus. Há palavras aqui que, possivelmente, são as palavras mais importantes em toda
a Escritura, e nós não podemos entender o evangelho de Jesus Cristo sem entendermos algumas dessas palavras que são ditas neste pequeno texto:

"Alguém descreveu este texto (Rm 3.25-26) como a “acrópole da fé cristã”. Nós podemos estar certos
de que não há nada que a mente humana possa jamais considerar que seja, em qualquer sentido, tão
importante quanto estes dois versículos. A história da Igreja demonstra muito claramente que eles têm sido o meio usado por Deus Espírito Santo para trazer muitas almas das trevas para a luz, e para dar a muitos pobres pecadores o seu primeiro conhecimento da salvação e a sua primeira segurança quanto à
salvação." (Martyn Lloyd Jones)

Precisamos entender que vivemos em dias nos quais o evangelho não está muito claro em nossas mentes. Muitos pensam conhecer o conteúdo das boas-novas de Cristo, mas não percebem que o evangelho na América de hoje foi reduzido a “quatro leis espirituais” e a “cinco coisas que Deus quer que você saiba”.
Nós tomamos o glorioso evangelho do nosso bendito Deus e o transformamos em pequenas perguntinhas vagas, como “Você sabe que é pecador?” ou “Você quer aceitar Jesus como seu único Salvador?”. E, se alguém responde afirmativamente a essas questões, nós papalmente as declaramos salvas após repetirem uma oração
conosco. Nós ouvimos incontáveis histórias de evangelistas indo para o exterior e pregando para dezenas de milhares de pessoas, gerando milhares de convertidos.
No entanto, assim que o missionário as procura, ele não encontra uma sequer frequentando a igreja. Nós vivemos em uma era de superficialidade, em uma era na qual se faz muito barulho; no entanto, o que tem sido realmente conquistado?

Agora, olhemos para esse nosso pequeno, reduzido e falso evangelho e comparemo-lo ao evangelho que é revelado na Palavra – é isso o que iremos fazer ao estudar este glorioso texto de Romanos 3. Vamos observar esta
passagem, linha por linha, e buscar descobrir, pela graça de Deus, o que está sendo pregado nela, a fim de crescermos na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, para o bem do destino eterno de nossa alma.