Leitura bíblica - dia 123

Números 2
Disse Deus a Moisés e Arão:

"Os israelitas acamparão ao redor da Tenda do Encontro, a certa distância, cada homem junto à sua bandeira com os emblemas da sua família".
(Números 2:2)

E então designou líderes para cada uma das tribos e em qual posição cada uma deveria acampar em relação à Tenda do Encontro.

Salmos 119

Pregação

Este salmo não tem título nem é mencionado o nome de nenhum autor. É O SALMO MAIS LONGO e este já é um nome suficientemente distintivo para ele. No tamanho é igual a vinte e dois salmos que tenham a média do comprimento dos Salmos dos Degraus. E não é só o comprimento; porque supera também na amplitude de pensamento, profundidade de sentido e intensidade de fervor. É como a cidade santa que é quadrangular, com altura e largura iguais. Muitos leitores superficiais têm imaginado que ele toca numa corda só, e tem abundantes repetições e redundâncias piedosas, mas isto surge da pouca profundidade da mente do próprio leitor; os que estudaram este hino divino, e notaram cuidadosamente cada linha, ficam pasmos diante da variedade e profundidade do pensamento. Usando apenas poucas palavras, o escritor produziu alterações e combinações de sentido que demonstram sua familiaridade santa com o tema, e a engenhosidade santificada de sua mente. Ele nunca se repete, porque se o mesmo sentimento reaparece, está em um novo contexto, e assim exibe outra variação de sentido. Quanto mais se estuda, mais revigorante ele se torna. Como aqueles que bebem a água do Rio Nilo gostam mais dela cada vez que a tomam, assim este salmo se torna mais completo e fascinante quanto mais freqüentemente se volta a ele. Não contém uma só palavra inútil; as uvas deste cacho estão quase a explodir com o vinho novo do reino. Quanto mais se olha neste espelho de um coração gracioso tanto mais se enxerga. Plácido sobre a superfície como o mar de vidro diante do trono eterno, em suas profundezas há um oceano de fogo, e aqueles que o miram com devoção não só verão o brilho, como sentirão o calor da chama sagrada. Está carregado de sentido sagrado, e tem tanto peso como massa. Muitas vezes temos clamado durante o estudo: "Ai, que profundidade!". Mas essa profundidade se esconde sob uma simplicidade aparente, como bem afirmou sabiamente Agostinho; e isso torna a exposição mais difícil. Sua obscuridade está escondida atrás de um véu de luz, e por isso só a descobrem aqueles que estão intensamente determinados, não só a ver a palavra, mas, como os anjos, a observá-la por dentro.

Este salmo é alfabético. Oito versículos começam com uma letra, e depois outros oito com a letra seguinte, e assim o salmo todo procede com grupos de oito através das vinte e duas letras do alfabeto hebraico. Além disso, há múltiplas aposições de sentido, e outros pontos com aquelas formalidades estruturais que agradam a mente oriental - formalidades muito semelhantes àquelas com as quais nossos poetas mais antigos se deleitavam. Assim o Espírito Santo condescendeu falar com homens em formas que atraíam a atenção e ajudavam a memória. Ele é muitas vezes claro ou elegante em sua maneira, mas não deixa de ser exótico ou formal se com isso seu plano de instrução pode ser alcançado com mais segurança. Também não despreza contrações ou formas artificiais, e assim pode fixar seu ensino na mente. Isaac Taylor explanou muito bem esse fato: "No sentido mais estrito, esta composição é condicionada; apesar de ser, no sentido mais elevado, uma expressão de vida espiritual; e assim, ao encontrar estes elementos aparentemente opostos, intimamente mesclados neste salmo, uma lição plena de sentido é silenciosamente transmitida àqueles que querem recebê-la - e a transmissão das coisas de Deus ao espírito humano não é de modo algum prejudicada ou impedida, e muito menos desviada por modos soltos de comunicação que indicam ser mais adaptados à infância e à capacidade juvenil do interlocutor".
(Charles Spurgeon)

Romanos 6
Um dos pilares da Reforma Protestante diz que os crentes em Cristo são salvos apenas pela Graça e não pelas obras (Sola Gratia).

"Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente?
De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?
E então? Vamos pecar porque não estamos debaixo da Lei, mas debaixo da graça? De maneira nenhuma!"
(Romanos 6:1-2 e 15)