Leitura bíblica - dia 143

Números 22

Os israelitas se aproximam de Moabe. Ao saber disso, o rei dos moabitas fica temeroso, pois sabe do poder de Israel. Chama então, o profeta Balaão para amaldiçoar os israelitas. Balaão consulta a Deus,  que o adverte que se trata de um povo abençoado e não seria possível amaldiçoá-lo. O rei faz questão da presença de Balaão e o manda chamar.  Quando o profeta está à caminho, se dá o famoso diálogo dele com sua jumenta.

Salmos 139

Um dos mais notáveis dos hinos sacros, canta da onisciência e onipresença de Deus, pressupondo a derrubada dos poderes do mal, visto que aquele que vê e ouve os atos e palavras abomináveis dos rebeldes certamente tratará com eles conforme a sua justiça. O brilho deste salmo é como uma pedra de safira, ou como o "reluzente berilo" de Ezequiel; inflama-se de tal luz que pode transformar a noite em dia. Como um farol [o primeiro farol], este canto sagrado lança uma luz clara sobre as regiões mais longínquas do mar, e avisa as pessoas daquele ateísmo prático que ignora a presença de Deus, e assim faz naufragar a alma.
(Charles Spurgeon)

1 Coríntios 10

Este capítulo é um presente para nós que estamos fazendo esta leitura tríplice. Paulo está dando exemplos citando justamente as passagens do livro de Números que acabamos de estudar nesta semana. Diz que os israelitas do tempo de Moisés foram batizados na Nuvem que os guiava no deserto e também pelas águas que se abriram. Ele cita Números 20:11, texto que estudamos há dois dias,  quando Moisés toca a pedra e desta jorra água,  matando a sede do povo.  Paulo explica que essa pedra era Cristo.

Mas Deus não se agradou da maior parte deles; pelo que foram prostrados no deserto.
Ora, estas coisas nos foram feitas para exemplo, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.
(1 Coríntios:10:5-4)

E o que os israelitas cobiçaram, desagradando a Deus?
A resposta está também no livro de Números:

Ora, o vulgo que estava no meio deles veio a ter grande desejo; pelo que os filhos de Israel também tornaram a chorar, e disseram: Quem nos dará carne a comer?
Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça, e dos pepinos, dos melões, dos porros, das cebolas e dos alhos.
Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos.
(Números:11:4-6)

Desejaram voltar à vida de escravidão e fizeram pouco caso do maná, um dos mais importantes milagres de Deus no deserto.
Do mesmo modo agimos nós,  quando mesmo após a nossa conversão, sentimos o desejo das coisas passadas.