Leitura bíblica - dia 194

Josué 3

É chegado o momento da travessia do Rio Jordão. Deus determina que os sacerdotes sigam à frente com a Arca, orientando o caminho, e que os demais a sigam a certa distância. É ainda o início do legado de Josué como líder de Israel e Deus promete confirmar essa liderança perante o povo :

Então Yahweh falou a Josué: “Hoje começarei a exaltar-te diante dos olhos de todo o povo de Israel, para que reconheçam que assim como estive com Moisés estarei contigo.
(Josué 3:7)

O cumprimento dessa promessa, se dá de modo semelhante ao ocorrido quarenta anos antes,  por ocasião do Êxodo:

Assim que os transportadores da Arca chegaram ao Jordão e que os pés dos sacerdotes que transportavam a Arca se molharam nas bordas das águas, pois o Jordão transborda pelas margens durante toda a época da colheita, as águas que vinham de cima, em forte correnteza, pararam e formaram uma muralha d’água a grande distância dali, perto de uma cidade chamada Adã, nas proximidades de Zuretã; e as águas que desciam para o mar da Arabá, o mar Morto, escoaram totalmente. E assim o povo atravessou o rio em frente de Jericó.
Os sacerdotes que carregavam a Arca da Aliança de Yahweh ficaram parados sobre a terra seca no meio do Jordão, enquanto todo o Israel passava pelo seco, até que toda a nação o atravessou pisando no solo da nova terra.
(Josué 3:15-17)

Eclesiastes 8

Salomão escreve sobre a sabedoria que há em ser obediente ao rei.  Ora, ele próprio era o rei de Israel! Mas,  por ser a Escritura Sagrada a Palavra do próprio Deus e por sabermos (pela própria Palavra) que Deus não divide sua glória com ninguém, essas mesmas palavras nos servem hoje de alerta para que sejamos obedientes a Ele, o único,  verdadeiro e definitivo Rei:

Não te apresses em deixar a companhia do rei, nem te coloques em má situação apoiando uma causa errada, considerando que o rei faz o que bem lhe aprouver.
Afinal, os desejos e a palavra do rei são soberanos, e ninguém tem o direito de questionar: ‘Que estás fazendo, ó rei?’
(Eclesiastes 8:3-4)

O capítulo fala ainda sobre a natureza humana caída e a "justiça" que ela produz:

Vi também pessoas perversas serem sepultadas em grande honra. Na volta do lugar santo, percebi que eram elogiadas, e isso na mesma cidade onde haviam praticado o mal. Ora, isso também não faz sentido, é um absurdo!

Quando os crimes não recebem rapidamente os devidos julgamentos e punições, os corações dos demais filhos dos homens se enchem de disposição para fazer o mal.
(Eclesiastes 8:10-11)

1Timóteo 6

Porquanto, o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e por causa dessa cobiça, alguns se desviaram da fé e se atormentaram em meio a muitos sofrimentos.
(1 Timóteo 6:10)

Nesta passagem,  o apóstolo condena a busca de riquezas, não sua posse. Abraão não se empenhava na busca de riquezas.  Quem se preocupa com sua família e seus filhos faz bem. Mas se fica à espreita e busca oportunidades para enriquecer, isso significa que não quer contentar-se com as coisas que tem a sua disposição. Ouvimos a admoestação de Paulo contra a cobiça a qual ele descreve como "a raiz de todos os males", a saber, de todos os males desta vida. Faz isso afim de que nos calemos no tocante à vida futura, pois a pessoa cobiçosa priva-se da vida eterna, haja vista que seu coração se dilata e incha de tantas preocupações. Ao viver inquieta com todas as coisas, é forçada a temer os perigos do fogo e da água.  fica enleada por tantas preocupações quantos são os grãos de areia numa praia. Desse modo ela perde esta vida e a futura. E assim, como "a piedade tem a promessa"  (1 Timóteo 4:8),  a cobiça é o culto dos ídolos, pois adora o dinheiro.  A piedade por sua vez, cultua a Deus. O cobiçoso vive inseguro e é privado desta vida e da vida futura
(Martinho Lutero)